O Diabetes é um distúrbio metabólico que ocorre pela deficiência total ou parcial de produção de insulina, um hormônio produzido no pâncreas, em nosso corpo. A conseqüência dessa deficiência é que a glicose, carboidrato responsável por fornecer energia para o funcionamento do nosso organismo, não é aproveitada de forma correta pelas células e o seu não aproveitamento provoca excesso na corrente sanguínea, superando os limites aceitáveis (70 a 110 mg/dl). A insulina, por sua vez, é responsável por garantir que a glicose entre nas células e produza a energia necessária.
Quando nos alimentamos, ingerimos carboidratos, vitaminas, proteínas, sais minerais e glicose (açúcar). A glicose é absorvida no intestino, cai na corrente sanguínea e com o auxílio da insulina, entra nas células e produz energia, promovendo o correto funcionamento do corpo. Quando a insulina não é suficiente para auxiliar neste processo, surge a Diabetes, que se não tratada corretamente, provoca complicações no organismo.
Índice Glicêmico (IG)
Índice Glicêmico (IG) é o potencial que um determinado alimento tem de aumentar a carga de açúcar no sangue.
Alimentos ricos em carboidratos são digeridos de forma rápida no organismo, e para essa digestão, é liberada grande quantidade de glicose que aumentam os índices glicêmicos no sangue. Os alimentos que contém carboidratos de digestão lenta, que liberam glicose gradualmente na corrente sanguínea, são os mais indicados, pois possuem baixo índice glicêmico. Grande vantagem no consumo de alimentos com baixo índice glicêmico, é que estes mantém o corpo saciado por mais tempo e auxiliam no controle da obesidade.
Exemplo de alimentos com altos índices glicêmicos: pizzas, sorvetes, beterraba, nhoque, purê de batatas, pão branco (francês) de trigo, melancia, abóbora, waffles, abacaxi, banana cozida, bolacha maisena, donut´s, batata frita.
Exemplo de alimentos com baixos índices glicêmicos: amendoim, soja, lentilha, cereja, damasco, iogurte fresco, pêra, maçã, ameixa, pão de aveia, farelo de trigo.
Valores de Glicemia para Diagnóstico
Os índices abaixo são critérios de diagnósticos da Associação Americana de Diabetes, endossado pela Associação Brasileira de Diabetes:
Normal: Glicemia em jejum entre 70mg/dl e 99mg/dl e inferior a 140mg/dl 2 horas após sobrecarga de glicose.
Intolerância à glicose (pré-diabetes): Glicemia de jejum entre 100 a 125mg/dl.
Diabetes: 2 amostras colhidas em dias diferentes com resultado igual ou acima de 126mg/dl ou quando a glicemia aleatória (feita a qualquer hora) estiver igual ou acima de 200mg/dl na presença de sintomas.
Teste de tolerância à glicose aos 120 minutos igual ou acima de 200mg/dl.
Os Tipos de Diabetes
Diabetes Tipo 1
Também conhecido por Diabetes Juvenil ou Insulino-Dependente, surge na infância ou adolescência e seu desenvolvimento é rápido, aparecendo de forma tão repentina que muitas vezes o indivíduo só descobre que tem a doença quando chega ao pronto-socorro com sintomas bastante intensos, como profundo mal-estar, desidratação, queda da consciência e níveis de glicemia muito altos, na faixa dos 400 a 600 mg/dL. Os sintomas principais são excesso de sede e fome, aumento do volume de urina, e perda de peso.
Neste tipo de diabetes, as células que produzem insulina no pâncreas são completamente destruídas e progressivamente o pâncreas pára com a produção do hormônio. Seu tratamento requer o uso de insulina durante toda a vida.
Diabetes Tipo 2
É o tipo mais comum de diabetes. Neste tipo, o pâncreas produz insulina, porém as células do corpo, principalmente do músculo e fígado passam a não absorver a glicose corretamente, o que se agrava por diferentes fatores de riscos.
É mais comum em adultos acima dos 35 anos, tem forte relação com obesidade e outros fatores que aumentam o risco como tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial ou histórico familiar. Seus sintomas são discretos, passando despercebido. O tratamento não requer o uso contínuo de insulina, podendo ser realizada manutenção com uso de comprimidos. Representa um índice de 90% dos portadores de Diabetes.
Diabetes Gestacional
Surge durante a gravidez e em geral, desaparece logo após o parto. Pode surgir futuramente, sob forma de Diabetes Tipo 2.
Mulheres que já possuem sobrepeso antes da gestação, que já tiveram filhos com peso acima de 4 kg, ou que já desenvolveram diabetes em gestações anteriores, são as que tem mais chance de desenvolver o tipo 2.
Pré-Diabetes
Também chamado de Intolerância à Glicose ou Resistência à Insulina, surge quando o as células começas a apresentar dificuldade em absorver glicose, mesmo quando o pâncreas produz boa quantidade de insulina.
Os índices glicêmicos nestes casos, ficam em um nível intermediário entre a normalidade e o diabetes tipo 2.
O Pré-Diabetes não apresenta sintomas, por este motivo se faz necessário um controle periódico sobre os níveis de glicose no sangue. O ideal é fazer exames após os 40 anos, visto que o pré-diabetes traz riscos aumentados de doenças cardiovasculares, podendo a qualquer momento, tornar-se diabetes do tipo 2.
Vale ressaltar que apenas o médico é capaz de diagnosticar, através de exames, se o indivíduo é portador ou não de Diabetes. O presente artigo é uma referência sobre o assunto.



Vitaminas (VITA = Vida e AMINAS = compostos nitrogenados) são elementos nutritivos essenciais para a vida. O corpo humano recebe vitaminas através dos alimentos ingeridos, por administração exógena (cápsulas e injeções), por absorção (exposição ao sol) e também é capaz de aproveitar vitaminas formadas na flora intestinal.




























